Com razão Fernando Pessoa fala que "falar é a melhor forma de nos tornarmos desconhecidos".
É perscpicuo sinal de vacuidade o muito falar. Característica gritante de pseudo-intelectuais, artistas em geral e dondocas de toda sorte.
A crítica, seja de que tipo for, tem ainda o agravante de ser algo como a maledicência além da sempre possível chance de ser injusto com alguém.Sendo assim, por que exercer atividade tão perigosa e talvez nociva?
O próprio Pessoa esboça como resposta a inocuidade da crítica ao criticado e o prazer do crítico. Rejeito a resposta que na verdade não responde nada pois, se é inócua ao criticado me parece periculosa ao próprio caráter do crítico.
No entanto, antes de responder ele dá uma estrutura da crítica. Uma obra se avalia 1-pelo se valor(crítica da proximidade da obra ante sua idéia), 2-pela sua produção(crítica psicológica) e 3- pela significação humana(crítica sociológica). Ora, mas a crítica também é uma obra, uma produção e pode ser julgada como tal gerando assim uma crítica da crítica.
Para se julgar a crítica em seu critério valorativo observa-se o quanto o crítico rejeita o valor da obra criticada e sua eficiencia em destruí-la. Na crítica psicológica observa-se não o valor da obra mas do efeito que esta trouxe ao artista. A crítica sociológica também não se interessa tanto pelo valor da obra em si, antes pelos efeitos sociais da mesma.
Daí nota-se que em toda crítica há rejeição e aí reside o valor e a razão da crítica, ou seja, a de educar. Pois em toda a rejeição há delimitação, conduzindo(donde guiando e educando) o homem ou o povo de maneira negativa, ensinando-o onde não ir. Não sendo necessário portanto nem que se conheça o autor nem a obra criticada, podendo-se ler a crítica antes do objeto criticado conseguindo com isso o mesmo efeito
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