"Cristianismo é o platonismo do povo" Nietszche
A morte na vida não é doutrina nova e nem é encarada da mesma forma. Para provar isso veremos como ela se dá em Platão, no Cristianismo e em Homero o que é suficiente para tirar o endeusamento dos pré-socráticos dos Nietszchianos e demonstrar que é uma doutrina "que em todas as parte, por todos e sempre foi conhecida".
Platão - Dada uma afecção qualquer como a morte pode-se perguntar qual sua causa e essa pode ser de dois modos por espécie e gênero ou concomitancia e gênero concomitante. Assim o homem morre porque é homem e por outro lado porque há uma ausência de alma. Portanto vida e morte podem ser medida numa escala cuja a unidade é a presença da alma no corpo e, por serem vida e morte parte da mesma escala eles não existem por si e por isso a busca da unidade da alma.
Cristianismo - Aqui a via é outra, pois poderia se pensar na individualização e que a perfeição de cada indivíduo está em si mesmo mas, tendo Jesus adquirido a perfeição não existe algo como sujeito-medida mas Jesus sendo a medida da perfeição e por isso se diz "que não mais viva mas que Cristo viva em mim". Ademais a supressão do Eu é causa do nome Cristianismo(imitadores de Cristo)
Homero - O termo que na era clássica grega significa corpo em Homero significa cadáver, e o que significa alma é em Homero sombra. Assim a divisão corpo-alma em Homero NÃO existe! o homem é designado como uma espécie de superfície que é inflada por seres infra-humanos e supra-humanos sendo a religião o cultivo da parte que em você te transcende.
Em TODOS os casos vida e morte são altamente relativizados e há a mortificação do eu pelo cultivo das coisas superiores então o Cristianismo não é um platonismo para o povo nem o platonismo um cristianismo de sábios ambos os casos são como espelhos que refletem a mesma realidade, a saber, aquilo "que em todas as parte, por todos e sempre foi conhecida". Outro exemplo é a trindade egípcia, platonico-aristotélica e cristã mas por hoje é só.
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