terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Camões - Manuel Bandeira

Quando n'alma pesardes tua raça A névoa da pagada e vil tristeza, Busque ela sempre a glória que não passa Em teu poema de heroísmo e de beleza. Gênio purificado na desgraça, tu resumiste em ti toda a grandeza, poeta e soldado, em ti brilhou sem jaça o amor da grande pátria portuguesa. E enquanto o fero canto ecoar na mente da estirpe que em perigos sublimados plantou a cruz em cada continente, Não morrerá sem poetas nem soldados a lingua em que cantaste rudemente as armas e os barões assinalados

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